A maior diva do jazz regressa com a RFM. Filme sobre Billie Holiday chegou dia 20

"ESTADOS UNIDOS VS BILLIE HOLIDAY", VENCEDOR DE UM GLOBO DE OURO, JÁ NOS CINEMAS

Teresa Lage

Nasceu, há 106 anos, uma das maiores cantoras de jazz de todos os tempos.

Eleanora Fagan Gough, que todos conhecemos como Billie Holiday, inspiração de nomes Amy Winehouse, e Nina Simone, nasceu a 7 de Abril de 1915 e tem agora a sua vida num filme premiado com um Glogo de Ouro!.

O filme "Estados Unidos Vs Billie Holiday", sobre os últimos anos da vida atribulada da maior diva do jazz, chegou dia 20 Maio às salas de cinema com a RFM.





Para fazer este filme, o realizador Lee Daniels, (nomeado para dois Óscares por ‘Precious, realizador de ‘O Mordomo’), baseou-se no best-seller de Johann Hari ‘Chasing the Scream: The First and Last Days of the War on Drugs’, adaptado ao cinema por Suzan-Lori Parks, a primeira afro-americana a ganhar um Prémio Pulitzer de Teatro.

Na década de 1940, em Nova Iorque, o governo federal perseguiu Holiday, tentando racializar a guerra contra a droga, procurando impedi-la de cantar a sua controversa e comovente balada “Strange Fruit”. Foi na história desta pioneira cuja rebeldia musical ajudou ao crescimento do movimento dos direitos civis que se inspirou a argumentista Suzan-Lori Parks.




Estados Unidos vs Billie Holiday’ presta homenagem a Billie Holiday sem deixar de retratar as batalhas pessoais da cantora e a realidade da discriminação racial nos EUA da década de 50. O papel da diva do jazz foi entregue à cantora e atriz Andra Day e valeu-lhe uma nomeação para os Óscares e o Globo de Ouro para "Melhor Atriz de Drama".

O filme é ainda protagonizado pelo ator Trevante Rhodes, pela atriz Natasha Lyonne, e também por Garrett Hedlund, Miss Lawrence, Rob Morgan, Da'Vine Joy Randolph, Evan Ross, Tyler James Williams, Tone Bell e Erik LaRay Harvey.



Billie Holiday foi descoberta aos 18 anos pelo produtor John Hammond, com quem gravou o seu primeiro disco como parte de um grupo liderado pelo clarinetista Benny Goodman. Entre 1935 e 1941, a sua carreira acelerou, gravando sucesso após sucesso com o pianista Teddy Wilson.

Em 1936, Holiday deu início a uma série lendária de colaborações com o gigante do sax tenor Lester Young, um parceiro perfeito para Billie.

Em 1937 quando que se juntou à mítica Orquestra Count Basie, Holiday era já uma força imparável. Em 1938, Artie Shaw convidou-a para liderar a sua orquestra, fazendo com que Billie se tornasse na primeira mulher negra a trabalhar com uma banda branca.

Billie morreu aos 44 anos de edema pulmonar, cirrose hepática e insuficiência cardíaca, a 17 de julho de 1959.



O sucesso profissional de Billie foi, no entanto, acompanhado por uma vida dura, de dependência de droga e perseguição por parte do departamento de investigação de narcóticos do FBI, como arma contra o seu ativismo no âmbito dos direitos civis. Na década de 1930, durante a sua temporada de espectaculos em Manhattan, “Lady Day” como ficou conhecida, leu pela primeira vez o poema ‘Strange Fruit’, uma descrição dos linchamentos no sul dos Estados Unidos. A música foi escrita para si e tornou-se um dos momentos altos dos seus espetáculos, sendo considerada a primeira música de protesto da era dos direitos civis. O caráter controverso da letra fez com que Billie tivesse de trocar de editora discográfica para a poder gravar.

Strange Fruit’ tornou-se imediatamente um álbum de sucesso e uma referência cultural.


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